A melanocitose óculo-dermal é uma condição rara caracterizada por pigmentação anormal da pele e do olho, geralmente perceptível desde o nascimento ou início da infância. Também conhecida como Névoa de Ota, essa alteração pode afetar o rosto, a esclera (parte branca do olho), a retina e até estruturas mais profundas, como as meninges.
Embora a condição seja benigna, o acompanhamento oftalmológico é essencial, pois em alguns casos há risco aumentado de glaucoma e tumores melanocíticos, como o melanoma maligno da coróide.
O Que Causa a Melanocitose Óculo-Dermal?
A melanocitose ocorre devido a uma migração anormal dos melanócitos, células responsáveis pela produção de pigmento, durante a gestação. Isso resulta em um depósito excessivo de pigmento na pele e nas estruturas oculares.
A condição pode se manifestar de diferentes formas:
- Forma cutânea – Pigmentação azulada ou acinzentada na pele ao redor dos olhos e no rosto.
- Forma ocular – Coloração escurecida na esclera e nas estruturas internas do olho.
- Forma óculo-cutânea – Combinação de ambas.
A intensidade da pigmentação pode variar e, em alguns casos, pode escurecer ao longo do tempo, principalmente em resposta a variações hormonais, como durante a puberdade.

Acompanhamento e Riscos
Apesar de ser uma condição benigna, a melanocitose óculo-dermal pode aumentar o risco de algumas complicações, como:
- Glaucoma – A pigmentação pode afetar a drenagem do líquido intraocular, elevando a pressão ocular e aumentando o risco de danos ao nervo óptico.
- Melanoma ocular – O acúmulo excessivo de melanócitos pode predispor ao desenvolvimento de tumores melanocíticos, como o melanoma maligno da coróide.
Por isso, pacientes com melanocitose devem ser acompanhados regularmente por um oftalmologista, realizando exames como:
- Exame de fundo de olho, para avaliar a retina e a coróide.
- Medição da pressão intraocular, para identificar sinais precoces de glaucoma.
- Ultrassonografia ocular e tomografia de coerência óptica (OCT), em casos suspeitos de alterações tumorais.
Tratamento da Melanocitose Óculo-Dermal
Não há um tratamento específico para a melanocitose em si, mas as complicações associadas podem ser tratadas conforme necessário:
- Glaucoma – O tratamento inclui colírios para reduzir a pressão intraocular, além de procedimentos a laser ou cirurgia, em casos mais graves.
- Alterações estéticas – O uso de lasers dermatológicos pode ajudar a reduzir a pigmentação da pele em casos de melanocitose cutânea.
- Tumores melanocíticos – Se houver suspeita de melanoma ocular, pode ser necessário tratamento com braquiterapia, cirurgia e, em casos avançados, enucleação (remoção do olho afetado).
O acompanhamento regular permite a detecção precoce de qualquer alteração e melhora as chances de um tratamento eficaz.
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